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Detalhes do Projeto Gaia - Rede de Cooperação para a sustentabilidade - Enfrentamento à COVID-19



Situação: Finalizado

Protocolo: 120620201520501710

Data da Última Ação: 23/02/2021
Última Ação: Relatório Final aceito. Projeto Finalizado pela PROCEV.

Informações do Coordenador

Nome: RAFAELLA TELES ARANTES FELIPE
Unidade Lotacional: Diretoria do Instituto de Ciências Naturais, Humanas e Sociais CUS Campus: SINOP
  • Carga Horária do Coordenador: 480 horas

Detalhes do Projeto Gaia - Rede de Cooperação para a sustentabilidade - Enfrentamento à COVID-19

Nome do Edital: EDITAL Nº 08/PBEXT/2020 COMPLEMENTAR DO EDITAL Nº 07/EXT/2020 AÇÕES DE EXTENSÃO PARA ENFRENTAMENTO AO CORONAVÍRUS - COVID-19 Tipo do Edital: PBEXT Ações
Público Total: 260 Carga Horária Total do Projeto: 3196 horas
Data de Início: 01/07/2020 Data de Término: 31/01/2021
Área do Conhecimento: Ciências Agrárias Área Temática: Meio Ambiente
Unidade Propositora:

Diretoria do Instituto de Ciências Naturais, Humanas e Sociais CUS (Campus SINOP)

Unidade Avaliadora:

Diretoria do Instituto de Ciências Naturais, Humanas e Sociais CUS (Campus SINOP)

Quantidade de bolsa: 1
Resumo: O Projeto Gaia orienta-se a partir de uma concepção epistemológica inter-multi-transdisciplinar, sem diminuir as competências das especialidades, propondo atividades de ensino, pesquisa e extensão interinstitucionalmente construído, organizado e executado com a participação de educadores, pesquisadores, alunos, consultores e analistas da UFMT, UNEMAT, EMBRAPA, IFMT, Escola Técnica Estadual de Sinop, Arca Multincubadora e Comachio Consultoria Nutrição e Medicina Veterinária com enfoque na disseminação da agroecologia, como ação para contribuir de forma efetiva com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A agroecologia é uma ciência que integra conhecimento de diversas áreas, além de agregar também saberes populares e tradicionais, de comunidades indígenas e camponesas. Dessa forma, ela contribui para a consolidação em curto, médio e longo prazo de alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), indicados pela Agenda 2030. Desde março de 2019 o Projeto Gaia vem contribuindo com a formação de alunos no âmbito do ensino e da extensão com o intuito de formar multiplicadores de práticas que visem a sustentabilidade, a saúde e a qualidade de vida no campo e na cidade. Em tempo de pandemia de COVID-19 torna-se emergencial aumentarmos os esforços para que a Universidade contribua efetivamente como a redução das negativas consequências da pandemia para a população em risco de vulnerabilidade social, que, devido à redução da renda familiar, apresenta redução do consumo de alimentos saudáveis e estão mais susceptíveis a contraírem doenças e desenvolverem transtornos psicossociais; e para os agricultores familiares, afetados drasticamente com a redução da comercialização de alimentos, com diversas consequências de ordem material e psicossocial. Assim, o objetivo geral deste projeto colaborar com a disseminação de práticas agroecológicas junto à comunidade interna e externa da UFMT, como alternativa para a redução das desigualdades sociais e para o fortalecimento da rede de produção e comercialização de alimentos saudáveis, para a melhoria da saúde e da qualidade de vida no campo e na cidade. O público alvo serão terceirizados do Câmpus, comunidade em risco de vulnerabilidade socioeconômica, comunidade da terceira idade, agricultores urbanos, periurbanos e rurais, assentados da reforma agrária, acadêmicos e estudantes da UFMT, UNEMAT, IFMT e Escola Técnica de Sinop e a comunidade em geral. A metodologia utilizada consistirá em manter diálogo com o público alvo utilizando as mídias virtuais, para planejamento, levantamentos de demandas, estudo e avaliação das atividades. As atividades presenciais, como o plantio, manejo e a colheita dos alimentos no SAF serão presenciais, contemplando as medidas de segurança preconizadas pelos órgãos de saúde. Para compreender o perfil dos consumidores de alimentos orgânicos e agroecológicos e da produção de alimentos pelos agricultores familiares de Mato Grosso será aplicado formulário virtual utilizando a ferramenta Google Formulários. A avaliação das atividades ocorrerá de forma periódica e virtual. Os métodos de avaliação utilizados serão baseados no “Caderno de metodologias, inspirações e experimentações na construção do conhecimento agroecológico”, cujos os objetivos são possibilitar a avaliação de atividades, processos e espaços de diálogo, incentivando o reconhecimento das qualidades, dos defeitos e das propostas para melhoria.
Justificativa: O Programa Gaia - Rede de Cooperação para a Sustentabilidade, iniciado em março de 2019, orienta-se a partir de uma concepção epistemológica inter-multi-transdisciplinar, sem diminuir as competências das especialidades, propondo atividades de ensino, pesquisa e extensão interinstitucionalmente construídas. Projeto organizado coletivamente e executado com a participação de educadores, pesquisadores, alunos, consultores e analistas da UFMT, UNEMAT, EMBRAPA, IFMT, Escola Técnica Estadual de Sinop, Arca Multincubadora e Comachio Consultoria Nutrição e Medicina Veterinária com enfoque na disseminação da agroecologia no âmbito da agricultura familiar rural, urbana e periurbana, como ação para contribuir de forma efetiva com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A agenda 2030 é um plano de ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade, que busca fortalecer a paz universal. O plano indica 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas para erradicar a pobreza e promover a vida digna para todos. Estes objetivos estão integrados e indivisíveis e mesclam de forma equilibrada as três dimensões do desenvolvimento sustentável: a econômica, a social e a ambiental (Organização das Nações Unidas - ONU, 2020). E como a agroecologia pode contribuir com os ODS? Segundo Altieri e Nicholls (2000, p. 14), “a disciplina científica que se concentra no estudo da agricultura a partir de perspectiva ecológica é chamada "agroecologia" e é definida como um marco teórico cujo objetivo é analisar os processos agrícolas de maneira mais ampla. A abordagem agroecológica considera os ecossistemas agrícolas como as unidades fundamentais do estudo; e nesses sistemas, ciclos minerais, transformações de energia, processos biológicos e relações socioeconômicas são investigados e analisados como um todo”. Neste sentido, a agroecologia não existe isoladamente, é uma ciência que integra conhecimentos de diversas áreas, além de agregar saberes populares e tradicionais, de comunidades indígenas e camponesas, sendo consolidada também como uma prática e um movimento social e político. Abordagem estas, que incorporam valores vinculados à justiça social, à participação democrática, à ética, à sustentabilidade ambiental, à soberania e à segurança alimentares e ao empoderamentos das comunidades, pontos estratégicos para a consolidação em curto, médio e longo prazo de alguns dos ODS, em especial aos objetivos 2 - Fome zero e agricultura sustentável, 3 - Saúde e bem-estar, 11 - Cidades e comunidades sustentáveis e 15 - Vida sobre a Terra. Um real problema enfrentando no estado de Mato Grosso e agravado na região norte do Estado é auto insuficiência na produção de frutas, legumes, raízes, tubérculos e hortaliças. Pois, embora o estado possua o título de “Celeiro do Mundo”, grande volume de hortifrutigranjeiros consumidos nos municípios, entre eles Sinop, são importados de outras regiões, tornando o consumo inviável, especialmente, para uma expressiva parcela da sociedade. A dependência de alimentos de outros estados também é apontada como uma fragilidade, pela reduzida diversidade na oferta de alimentos, preços elevados e desconhecimento sobre a origem e o rastreamento dos alimentos que abastecem os municípios mato-grossenses (CORRÊA et al., 2019). A própria dinâmica do estado de Mato Grosso, com a predominância de lavouras de monocultura nas áreas de entorno dos municípios dificulta a produção familiar, por fatores como a dificuldade de obtenção de terra, as pulverizações de agrotóxicos, que além de gerarem contaminação ambiental, podem restringir e inviabilizar a produção de alimentos, aumentando a dependência de mercados externos para prover o abastecimento das cidades (CORRÊA et al., 2019). Ademais, muitos destes produtos possuem reduzida vida de prateleira, contribuindo para o desperdício de alimentos (cerca de 50% em alguns municípios como em Sinop) e são, em sua grande maioria, produzidos com excesso de agrotóxicos e de outros insumos químicos, responsáveis pela redução da qualidade de vida no campo (dos produtores) e na cidade (consumidores) (LARA et al., 2020; SANTOS et al., 2020). Além disso, a agricultura familiar em Mato Grosso encontra dificuldades para o acesso às linhas de crédito, para obtenção do Cadastro Ambiental rural (CAR) e para aquisição de licença para venda de produtos, dificultada pelo rigor e inadaptabilidade das leis de viabilidade sanitária (Instituto Brasil, 2020). Outro agravante é o acesso restrito à assistência técnica, pois, mesmo com a presença da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (EMPAER-MT) na maioria dos municípios, ela conta com número insuficiente de técnicos, de recursos para assessorar os produtores, propiciando assim, que os agricultores familiares fiquem reféns de vendedores de insumos, muitas vezes inescrupulosos, com o único propósito de vender produtos muitas vezes desnecessários (INSTITUTO BRASIL, 2020). Felizmente, uma série de ações estão sendo realizadas para reverter este quadro, a partir da aprovação do Plano Estadual da Agricultura Familiar de Mato Grosso (PEAF - MT) em 2017, voltado para agricultores e agricultoras familiares, povos e comunidades tradicionais do estado, considerada a primeira iniciativa oficial sobre a agricultura familiar no Mato Grosso. O PEAF - MT tem como objetivo estabelecer prioridades e contribuir com a criação de estratégias de atuação do governo, da sociedade civil e do setor privado para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar no estado (SEAF, 2020). Neste sentido, reforçando a importância da alimentação como base de sucesso da sociedade, Maluf (2007, p. 24) afirma que “os processos de desenvolvimento econômico ligam-se à questão alimentar por motivos de ordem ética, econômica e política, e esta questão influi de forma decisiva no padrão de equidade social de uma sociedade”. É muito clara a reflexão trazida pelo autor, não há evolução social e econômica sem a devida atenção à questão alimentar. A alimentação por ser fonte básica para a existência de um organismo saudável, caracteriza-se como a estrutura elementar para a manutenção da vida humana. Portanto, para inserir-se com dignidade na sociedade e ter acesso a qualquer outro direito, o sujeito tem que ter uma alimentação saudável. Uma vez que a alimentação se constitui no processo de construção cultural e social na história das sociedades, ela estabelece interações e diálogos entre as diferentes sociedades. A mercantilização do alimento é responsável por deslocar o papel central da alimentação como direito fundamental e isso se deve ao atual modelo de agricultura hegemônico (sustentado nos modelos da Revolução Verde) em termos da promoção da segurança alimentar, da soberania alimentar, bem como, nos impactos ambientais gerados através deste modelo (GOMES e ASSIS, 2013). Em tempo de pandemia de COVID-19 torna-se emergencial aumentarmos os esforços para que a Universidade contribua efetivamente como a redução das negativas consequências desta pandemia para a população em risco de vulnerabilidade social, que, devido a redução da renda familiar, apresenta redução do consumo de alimentos saudáveis e, consequentemente, estão mais susceptíveis a contraírem doenças e desenvolverem transtornos psicossociais; assim como, contribuir com agricultores familiares, afetados drasticamente com a redução da comercialização de alimentos, com diversas consequências de ordem material e psicossocial. O Projeto Gaia - Rede de Cooperação para a sustentabilidade - Enfrentamento à COVID-19, contribuirá para o desenvolvimento de Ações de Extensão voltadas às consequências da pandemia, articulando ensino, pesquisa e extensão. Através dos resultados esperados, o Projeto contemplará a articulação com a sociedade numa perspectiva multi, inter e transdisciplinar e interinstitucional, interprofissional e privilegiará grupos em vulnerabilidade e, estabelecerá interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade, configurada pelo diálogo, troca de conhecimento, participação e contato com as questões sociais.; continuará a promoção de ações que expressam o compromisso social da Universidade, em consonância com as políticas ligadas às diretrizes para a educação ambiental, agricultura familiar e grupos vulneráveis; continuará a incentivar a atuação da comunidade acadêmica na contribuição ao enfrentamento das questões da sociedade brasileira, por meio do desenvolvimento econômico, social e cultural, reconhecendo e valorizando o saber popular; persistirá na construção do conhecimento voltado para o desenvolvimento social, sustentável, atualizado e coerente com a realidade brasileira; e, finalmente prosseguirá contribuindo com a formação cidadã dos estudantes, marcada e constituída pela vivência do seu conhecimento de modo profissional e interdisciplinar, valorizada e integrada ao currículo, com o processo de ensino-aprendizagem priorizando as vivências práticas e as trocas de sabres.
Objetivos: Objetivo geral: O objetivo geral deste projeto será colaborar na disseminação das práticas agroecológicas junto à comunidade interna e externa da UFMT, como alternativa para a redução das desigualdades sociais, para produção de alimentos saudáveis e melhoria da saúde e da qualidade de vida no campo e na cidade. Objetivos específicos: 1. Continuar colaborando na formação de acadêmicos, em risco de vulnerabilidade socioeconômica, através da extensão realizada no Sistema Agroflorestal Didático (SAF) didático da UFMT, direcionando atividades teóricas e práticas, para a produção de alimentos agroecológicos; 2. Proporcionar aos alunos que participam deste projeto de extensão atividade terapêutica através do contato com solo e com as plantas como estratégia de redução de episódios de crise de ansiedade neste período de pandemia; 3. Produzir alimentos saudáveis, sem agrotóxicos, para distribuir aos acadêmicos em situação de vulnerabilidade social, indicados pela Supervisão de Assistência Estudantil (SAE); 4. Produzir alimentos saudáveis, sem agrotóxicos, para distribuir à comunidade terceirizada em situação de vulnerabilidade social; 5. Produzir alimentos saudáveis, sem agrotóxicos, para a complementação de pelo menos 90 cestas básicas mensais entregues pela Associação Beneficente Fonte de Luz; 6. Produzir mini canteiros com plantas medicinais e alimentícias para distribuição ao público da terceira idade também atendida pela Associação Beneficente Fonte de Luz; 7. Realizar levantamento de perfil dos consumidores de alimentos orgânicos e agroecológicos e da produção de alimentos pela produzidos pela agricultura familiar em Mato Grosso através de formulário virtual pela ferramenta Google Formulários; 8. Fortalecer a rede de produção e consumo de alimentos agroecológicos e orgânicos de Mato Grosso a partir do resultado do levantamento, com disseminação virtual das práticas agroecológicas e assistência para a comercialização dos produtos da agricultura familiar.
Metodologia: A metodologia utilizada consistirá em manter diálogo entre equipe do projeto e o público alvo utilizando as mídias virtuais, para planejamento, levantamentos de demandas, estudo e avaliação das atividades. As atividades, como o plantio, manejo e a colheita dos alimentos no SAF serão presenciais, contemplando as medidas de segurança preconizadas pelos órgãos de saúde. A produção de mudas e plantios na área do SAF didático foi iniciada em novembro de 2019. Desde então, os monitores e a coordenadora do projeto realizam atividades diárias, como manejo, tratos culturais e irrigação dos cultivos. Nos próximos dias serão realizadas semeaduras e produção de mudas de diversas espécies, como alface, rúcula, almeirão, couve, salsinha, cebolinha, tomate, pepino, pimentão, cenoura, beterraba, maxixe, mandioca, batata doce, inhame, açafrão, gengibre, urucum, banana, goiaba, limão, amora, plantas alimentícias não convencionais (PANCS) como taioba, ora-pro-nobis, capuchinha, cará-do-ar e plantas medicinais. Os monitores do SAF realizam estudos semanais sobre cada uma destas culturas e aplicam os conhecimentos de forma prática. No período de colheita, serão montados pacotes para doação para alunos, terceirizados e comunidade em vulnerabilidade social. Assim, justifica-se a necessidade de bolsas para os monitores que atuarão diariamente com as atividades de produção de alimentos para doação. Para o levantamento do perfil dos consumidores e da produção de alimentos pelos agricultores familiares de Mato Grosso foi elaborado, juntamente com os demais colaboradores do Projeto, um questionário virtual, com questões objetivas, utilizando a ferramenta Google Formulários (Link de acesso ao formulário: https://forms.gle/P11NFMzTWRY717uh8). O questionário e o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE (Anexos) foram submetidos para apreciação do Comitê de Ética e Pesquisa, através da Plataforma Brasil. O formulário foi elaborado para dois públicos distintos: consumidores e agricultores, sendo composto por 33 questões objetivas sobre produção de alimentos (para agricultores) e 27 questões obejtivas sobre o consumo de alimentos orgânicos e agroecológicos (para consumidores), com duração de 15 a 20 minutos para o preenchimento total. Para participar da pesquisa, temos como critério de inclusão, adultos com dezoito anos ou mais e como critério de exclusão, jovens de 17 anos e 11 meses ou menos. A pesquisa apresenta risco mínimo, devido a algum constrangimento ou cansaço que poderá ocorrer ao responder ao questionário. Como benefício, haverá a possibilidade da formação de uma rede de colaboração para incentivar o aumento da produção, da comercialização a preço justo e do consumo de produtos orgânicos e agroecológicos em nosso estado. Esperamos a obtenção de pelo menos 800 formulários respondidos, sendo 500 de consumidores e 300 de produtores, uma vez que o questionário terá abrangência estadual, no período de 11/06/2020 a 31/01/2021 (Período de vigência do Edital nº 08/PBEXT/2020 complementar do Edital nº 07/EXT/2020 Ações de extensão para enfrentamento ao coronavírus - covid-19. A partir dos dados obtidos, professores e pesquisadores das Instituições parceiras do Projeto elaborarão projetos de pesquisa e extensão relacionados à/ao: a) Mapeamento georreferenciado do uso e ocupação do solo em Mato Grosso (UNEMAT); b) Gestão e comercialização do produtos da agricultura familiar no norte de Mato Grosso (ETE Sinop); c) Qualidade dos alimentos produzidos pela agricultura familiar, com relação aos níveis de agrotóxicos aplicados e ou devido à deriva (IFMT); d) Capacitação em boas práticas em pós-colheita e manuseio de alimentos (Comachio Consultoria Nutrição e Medicina Veterinária); e) Transferência de informações técnicas e científicas de agricultura de base agroecológica para agricultores familiares (Embrapa); f) Fortalecimento da Rede de Cooperação para subsidiar políticas públicas para o fortalecimento da Agricultura Familiar Agroecológica em Mato Grosso junto à Comissão da Produção Orgânica de Mato Grosso (MAPA) (Arca Multincubadora, UFMT, UNEMAT, IFMT, ETE e Comachio Consultoria Nutrição e Medicina Veterinária). Resultados esperados a) A continuidade da formação acadêmica-profissional-cidadã dos monitores envolvidos no projeto, como foco na produção agroecológica de alimentos; b) O eficiente uso e ocupação do solo na área da SAF didático da UFMT, com a produção de alimentos saudáveis, sem agrotóxicos (prática que poderá ser ampliada para as demais áreas subutilizadas dentro da Câmpus); c) produção diversidade de espécies vegetais, como alface, rúcula, almeirão, couve, salsinha, cebolinha, tomate, pepino, pimentão, cenoura, beterraba, maxixe, mandioca, batata doce, inhame, açafrão, gengibre, urucum, banana, goiaba, limão, amora, plantas alimentícias não convencionais (PANCS) como taioba, ora-pro-nobis, capuchinha, cará-do-ar e plantas medicinais; c) Doação de pelo menos 150 pacotes mensais (com diversidade de alimentos) para acadêmicos, terceirizados e comunidade em vulnerabilidade social; d) Produção e doação de pelo menos 50 mini canteiros com plantas medicinais e ou alimentícias para a comunidade da terceira idade; e) Compreender o perfil dos consumidores de alimentos orgânicos e agroecológicos e dos produtores de Mato Grosso (em parceira com as demais instituições parceiras do Projeto); f) Fortalecimento da rede de cooperação para a produção, comercialização à preço justo e consumos de alimentos agroecológicos e orgânicos em Mato Grosso, com a valorização da agricultura familiar e, finalmente, g) Contribuir com redução de episódios de crise de ansiedade neste período de pandemia, de todos os integrantes do projeto, por meio do compartilhamento destas ações de cuidado e solidariedade, estimulando também o espírito solidário junto à comunidade (FIOCRUZ, 2019) e das atividades semanais em contato com a terra, plantas e fauna da área do SAF.
Avaliação: A avaliação das atividades ocorrerá de forma periódica e virtual. Os métodos de avaliação utilizados serão baseados no “Caderno de metodologias, inspirações e experimentações na construção do conhecimento agroecológico”, cujos os objetivos são possibilitar a avaliação de atividades, processos e espaços de diálogo, incentivando o reconhecimento das qualidades, dos defeitos e das propostas para melhoria.

Público Alvo do Projeto

Tipo Descrição Quantidade
Grupos Comunitários 200
Público interno da Universidade (Discente de Graduação) 30
Movimentos Sociais 30

Ações do Projeto

Tipo Modalidade Nome Início Término
Serviço Presencial e EAD Produção de alimentos no SAF didático para doação 01/07/2020 31/01/2021
Outro EAD Levantamento do perfil de consumo e de produção de alimentos 01/07/2020 31/01/2021

Membros da Equipe

Tipo Nome Carga Horária Total Opções
Externo ANA HELOISA MAIA 56 horas
Externo CARLA RODRIGUES SANTOS 56 horas
Externo CELSO LIYOSHI HAZAMA 56 horas
Servidor CINTIA LOPES BRANCO 56 horas
Externo CÍNTIA PAULA TARELLI TEIXEIRA HAZAMA 56 horas
Externo DANIELA CASTAGNA 56 horas
Externo DIEGO BARBOSA ALVES ANTÔNIO 56 horas
Externo FABIANA ABREU DE RESENDE 84 horas
Externo GABRIELI COMACHIO 112 horas
Externo GILMA SILVA CHITARRA 56 horas
Servidor (Docente) JANAINA PAULINO 112 horas
Externo JUDITE DE AZEVEDO DO CARMO 56 horas
Externo MILTON MAUAD DE CARVALHO CAMERA FILHO 56 horas
Estudante de Graduação - BOLSISTA 336 horas
Estudante de Graduação - BOLSISTA 336 horas
Estudante de Graduação - BOLSISTA 336 horas
Estudante de Graduação - BOLSISTA 336 horas
Estudante de Graduação - BOLSISTA 336 horas
Externo RUITER PINTO DE ARAUJO 56 horas
Externo TATIANA ALVAREZ VIAN 56 horas